sábado, 5 de fevereiro de 2011

Mais uma vez uma liderança do Povo Tupinambá de Olivença é presa injustamente. Primeiro foi o Cacique Babau, depois seus irmãos Givaldo e Glicélia, agora foi a vez da Cacique Maria Valdelice (Jamopoty). Ela foi presa na tarde de hoje (03 de Fevereiro) após uma audiencia por Policiais da Policia Federal em cumprimento ao Mandado de Prisão expedido pelo Juiz Federal Pedro Alberto Calmon Holliday, após decisão da Karine Costa Carlos Rhem da Silva (docs abaixo).
Esta prisão demostra a terrível perseguição que nós indígenas no Sul da Bahia estamos sofrendo e o processo de C R I M I N A L I Z A Ç Ã O de nossas lideranças.
A decisão pela Prisão Preventiva da Cacique foi decretada após Representação do Delegado da Polícia Federal, sendo a mesma acusada dos crimes de Esbulho Possessório ( art. 161 §2º,II CP), Formação de Quadrilha ou Bando (art. 288 CP) e Exercício arbitrário das próprias razões (art. 345 CP).
Hoje ser um líder de um Povo é ser criminoso. Retomar nosso Território Tradicional visto o Estado não cumprir com seu compromisso virou esbulho possessório, agir coletivamente (marco tradicional de todos os povos indígenas) virou formação de quadrilha e lutar por nossos direitos negados pelo Estado Brasileiro virou exercício arbitrário das próprias razões… somos um povo, um povo guerreiro… temos nossa tradição e nossa forma diferenciada de ser e agir e queremos ser respeitados como tais.
O Estado Brasileiro tem uma dívida histórica com os Povos Indígenas, é preciso mais que urgente que todos os cidadãos brasileiros somem forças para cobrar que esta dívida seja definitivamente paga com a demarcação dos Territórios Tradicionais. É por causa dessa inércia do Estado que somos obrigados a fazer por nossa conta e risco a autodemarcação de nossos Territórios Tradicionais.
Nós Indígenas não somos invasores de terras. Quando o Brasil foi invadido pelos Portugueses, aqui já existiam os hoje chamados indígenas. Nossos ancestrais já habitavam este território chamado Brasil.

Yakuy Tupinambá
Disse:

Doravante ao caos instalado em território hoje, chamado de Brasil, após 510 anos, de espoliação e dominação dos Povos Originários (Indígenas) e as riquezas naturais existentes, promovidos por invasores que obviamente foram expulsos dos seus territórios por condutas em vias de regras inaceitáveis ao convívio social. Sendo assim foram utilizados para as chamadas “Conquistas”, implantando a desgraça, o terror, a corrupção, a prostituição, a mentira, o genocídio, o etnocídio, a escravidão, a desigualdade social, a marginalização, a fome, a miséria, o preconceito, a discriminação, etc, e depois se tornaram “Senhores” proprietários de extensos territórios amparados e sustentados no engodo, tiveram seus nomes gravados nos anais históricos.
Fadados a exploração e ao extermínio, através de um ESTADO, modelo imposto de organização social pelos invasores, nós Povos Originários, ainda em pleno século XXI, somos desqualificados e descaracterizados pela máquina governamental e por parte de uma sociedade mantida na ignorância que orgulha-se do parentesco europeu, e ainda hoje, matem os mesmos costumes dos seus antepassados, talvez, mais perigosos por serem sutis e, amparados por vossas leis continuam a destruição de um Povo.

Recebido por email - CRB

Onde hover ofensa..

Senhor, Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
No dia em que fizerdes o balanço de nossa história,
perdoai os que ofenderam e humilharam nossos irmãos e irmãs,
pois eles também são vossos filhos e filhas.
Mas dai-nos força para nunca fazermos o que eles fizeram.
Antes tornai-nos seres de solidariedade,
de compaixão
e de amor ilimitado.

Onde há discórdia,
que eu levea união.
Dai-nos sede de justiça
de compreensão e tolerância
para convivermos jovialmente uns com os outros.
Dai-nos um coração que sinta
o pulsar o coração do universo
e de cada criatura,
sintonizado com o vosso Coração divino
que tudo une, tudo diversifica
e tudo faz convergir.
Amém.
(Do livro A oração de São Francisco:
uma mensagem de paz para o mundo atual, Editora Sextante)


FONTE: http://www.cebi.org.br/noticia.php?secaoId=7&noticiaId=1752

Grito que vem da floresta pela "Mãe Terra"

Povo Guarani Kaiowá envia carta à Presidenta Dilma

Sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011 - 16h48min

por Adital

Dirigindo-se à "primeira mãe que assume essa responsabilidade e poder", o povo Guarani Kaiowá lembra em carta destinada à Presidenta da República que a primeira mãe é a mãe terra, cujo direito ainda lhes é negado.

Eis o texto da carta:

Que bom que a senhora assumiu a presidência do Brasil. É a primeira mãe que assume essa responsabilidade e poder. Mas nós Guarani Kaiowá queremos lembrar que para nós a primeira mãe é a mãe terra, da qual fazemos parte e que nos sustentou há milhares de anos. Presidenta Dilma, roubaram nossa mãe. A maltrataram, sangraram suas veias, rasgaram sua pele, quebraram seus ossos... rios, peixes, arvores, animais e aves... Tudo foi sacrificado em nome do que chamam de progresso. Para nós isso é destruição, é matança, é crueldade. Sem nossa mãe terra sagrada, nós também estamos morrendo aos poucos. Por isso estamos fazendo esse apelo no começo de seu governo. Devolvam nossas condições de vida que são nossos tekohá, nossos terras tradicionais. Não estamos pedindo nada demais, apenas os nossos direitos que estão nas leis do Brasil e internacionais.

No final do ano passado nossa organização Aty Guasu recebeu um premio. Um premio de reconhecimento de nossa luta. Agora, estamos repassando esse premio para as comunidades do nosso povo. Esperamos que não seja um premio de consolação, com o sabor amargo de uma cesta básica, sem a qual hoje não conseguimos sobreviver. O Premio de Direitos Humanos para nós significa uma força para continuarmos nossa luta, especialmente na reconquista de nossas terras. Vamos carregar a estatueta para todas as comunidades, para os acampamentos, para os confinamentos, para os refúgios, para as retomadas... Vamos fazer dela o símbolo de nossa luta e de nossos direitos.

Presidente Dilma, a questão das nossas terras já era para ter sido resolvido há décadas. Mas todos os governos lavaram as mãos e foram deixando a situação se agravar. Por último o ex-presidente Lula, prometeu, se comprometeu, mas não resolveu. Reconheceu que ficou com essa dívida para com nosso povo Guarani Kaiowá e passou a solução para suas mãos. E nós não podemos mais esperar. Não nos deixe sofrer e ficar chorando nossos mortos quase todos os dias. Não deixe que nossos filhos continuem enchendo as cadeias ou se suicidem por falta de esperança de futuro. Precisamos nossas terras para começar a resolver a situação que é tão grave que a procuradora Deborah Duprat, considerou que Dourados talvez seja a situação mais grave de uma comunidade indígena no mundo.

Sem as nossas terras sagradas estamos condenados. Sem nossos tekohá, a violência vai aumentar, vamos ficar ainda mais dependentes e fracos. Será que a senhora como mãe e presidente quer que nosso povo vai morrendo à míngua?. Acreditamos que não. Por isso, lhe dirigimos esse apelo exigindo nosso direito.

Conselho da Aty Guasu Kaiowá Guarani

Dourados, 31 janeiro de 2011.

FONTE: http://www.cebi.org.br/noticia.php?secaoId=1&noticiaId=1749

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

TRANSPLANTE RENAL

O transplante é a substituição dos rins doentes por um rim saudável de um doador. É o método mais efetivo e de menor custo para a reabilitação de um paciente com insuficiência renal crônica terminal.

A técnica cirúrgica e os cuidados do transplante renal foram bem estabelecidos como tratamento adequado para a insuficiência crônica renal a partir de 1965.

Hoje, no Brasil, aproximadamente 35.000 pacientes com insuficiência renal crônica estão em tratamento pela diálise. Destes, somente três mil conseguem ser transplantados anualmente. A razão dessa longa fila de espera se deve ao pequeno número anual de transplantes renais. No Brasil, só conseguimos transplantar 10 % dos pacientes que estão na lista de espera.

Além disso, a mortalidade em hemodiálise em todo o mundo e no Brasil é da ordem anual de 15 a 25 %. Se somarmos os pacientes transplantados (10 %) aos que morrem em hemodiálise (15 a 25 %) restam anualmente 65 a 75 % de pacientes na lista de espera. A esse grupo deve-se somar os novos renais crônicos que surgem todo o ano, em torno de 35 a 50 para cada um milhão de habitantes.

Quem pode fazer transplante renal?

Todo o paciente renal crônico pode se submeter a um transplante desde que apresente algumas condições clínicas como: suportar uma cirurgia, com duração de 4 a 6 horas; não ter lesões em outros órgãos que impeçam o transplante, como cirrose, câncer ou acidentes vasculares; não ter infecção ou focos ativos na urina, nos dentes, tuberculose ou fungos; e não ter problemas imunológicos adquiridos por muitas transfusões ou várias gestações.

Quem pode doar um rim?

Podem doar rim pessoas vivas e pessoas em morte cerebral. O doador vivo pode ser da família (pai, mãe, irmão, filhos), ou de outra pessoa relacionada com o receptor. Todos os doadores vivos devem estar em plena consciência do ato que estão praticando. Após serem examinados clínica e laboratorialmente e se não apresentarem nenhuma contra-indicação podem doar o rim.

Algumas vezes são realizados transplantes com doador vivo não relacionado, exemplo esposa (o). Nesses casos a investigação realizada é muito maior e deve haver algum grau de compatibilidade dos tecidos para não haver rejeição.

É muito importante em todo o transplante, seja de doador vivo ou não que o sangue e os tecidos sejam compatíveis. Essa semelhança evita que o sistema de defesa imunológica do receptor estranhe o novo rim e o rejeite. Para isso, são feitos exames da tipagem sangüínea (ABO) e dos antígenos dos glóbulos brancos (HLA). O HLA é um exame igual ao de paternidade e/ou maternidade.

Para o doador por morte cerebral, há uma rotina e um protocolo nacional que são seguidos rigidamente pelas equipes de transplante. Os principais passos são os seguintes:

1 Constatar a morte cerebral;
2 Afastar qualquer doença que inviabilize o transplante;
3 Reconhecer a viabilidade do órgão a ser doado;
4 Realizar as provas de compatibilidade;
5 Procurar o receptor mais parecido (compatível);
6 Enviar o órgão ao local da cirurgia do receptor.

Como se prepara um transplante de doador vivo?

O transplante de doador vivo é um processo que segue os seguintes passos:

1 São afastadas as contra-indicações de ordem física e de fundo emocional;
2 Compara-se o grupo sangüíneo do doador e do receptor que devem ser compatíveis;
3 Verifica-se a compatibilidade (HLA), semelhança entre o receptor e o doador;
4 Estuda-se o doador para verificar se pode doar sem prejuízos e se não tem alguma doença;
5 Estuda-se o receptor para verificar se não está sensibilizado para evitar crise aguda de rejeição contra o rim doado;
6 Deve-se começar antes da cirurgia o tratamento com os imunossupressores;

Esses são os passos principais, mas o transplante de rim de doador vivo ou não tem rotinas específicas de cada equipe de transplante.

Cuidados com o paciente transplantado:

Após a cirurgia, iniciam-se os cuidados médicos que vão durar para toda a vida do transplantado. Exames clínicos e laboratoriais são feitos diariamente durante os primeiros 15 a 20 dias para diagnosticar e prevenir as rejeições.

Após a alta, o transplantado faz exames clínicos e laboratoriais semanalmente, por 30 dias, depois duas vezes por mês. Os três primeiros meses são os mais difíceis e perigosos, porque é o período no qual ocorre o maior número (75%) de rejeições e complicações infecciosas.

A partir do terceiro mês, iniciam-se os exames mensais durante 6 meses. E o controle vai se espaçando conforme a evolução clínica e o estado do rim.

Nunca, sob hipótese alguma, o paciente pode interromper ou modificar a medicação, ou deixar de fazer os exames indicados. É uma obrigação para o resto da vida. Uma falha pode ser fatal. A crise de rejeição pode ocorrer a qualquer momento, mesmo após muitos anos de um transplante bem sucedido.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Como posso receber um transplante de rim de cadáver?

Quem pode doar rim para transplante?

São muitos os exames para doação?

O rim doado pode transmitir doenças?

A lista de espera para transplante é muito grande?

Vou continuar tomando remédios depois do transplante?

Fonte: http://www.abcdasaude.com.br

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Profissão Religiosa Simples do Ir. Edilberto Jr. da Cruz, CP

A Congregação da Paixão de Jesus Cristo – Pessionista se alegra juntamente com os Religiosos do Vicariato Beato Domingos da Mãe de Deus, com a

Primeira Profissão Religiosa do Ir. Edilberto Jr. da Cruz, CP.

Ir. Edilberto, depois de um tempo no postulantado, no ano de 2010 fez a rica experiência do Noviciado Pessionista na cidade Ponta Grossa-Pr, professou seus Primeiro Votos Religiosos no dia 30 de janeiro de 2011 na Igreja de N. Sra. da Boa Viagem, na cidade de São Salvador da Bahia, na celebração Eucarística das 7h30min., presidida pelo Superior Regional Pe. Pedro Bacchiocchi, CP.

Estiveram presentes os Religiosos e Formando Pessionistas deste Vicariato, Religiosos e Religiosas de outras Congregações, seus familiares e amigos vindos da cidade de Canhotinho-Pe e Povo de Deus da Paróquia de N. Sra. da Boa Viagem.

Ir. Edilberto, seja perseverante na tua caminhada e testemunha de Jesus Crucificado com a graça de Deus pela benção de São Paulo da Cruz e N. Sra. das Dores.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Modificadaa data do 13º Intereclesial das CEBs


No fim de semana, dias 27 a 30, aconteceu a 2ª reunião da Equipe Ampliada das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), responsável pela organização dos Intereclesiais. A equipe fez a escolha do cartaz de divulgação do próximo encontro, cujo tema é “Justiça e profecia a serviço da vida”, e definiu nova data para o evento, que deveria ocorrer em julho de 2013. De acordo com o assessor do Setor CEBs da CNBB, Sérgio Coutinho, o 13º Intereclesial será nos dias 7 a 11 de janeiro de 2014, em Crato, no Ceará.

Participaram da reunião cerca de 50 pessoas representando os 17 Regionais da CNBB; os membros do Secretariado do 13º Intereclesial; o bispo da diocese do Crato (CE), dom Fernando Panico; o bispo referencial das CEBs pela CNBB, dom Adriano Vasino; além dos assessores, padre Benedito Ferraro, padre Nelito Dornelas e o professor Sérgio Coutinho, do setor CEBs da CNBB.

Outra decisão da Ampliada foi a realização de um seminário, em janeiro de 2012, para aprofundar o papel e a identeidade das CEBs. Além disso, a equipe discutiu também sua relação com o Conselho Nacional de Leigos do Brasil.

Segundo Coutinho, a Ampliada apontou algumas preocupações das CEBs em relação ao 13º Interecleisal. “A plenária mostrou grandes preocupações das CEBs rumo ao 13º: ecumenismo nos Intereclesiais, a discussão sobre o mundo urbano, a nova fala profética das CEBs na pós-modernidade, a ausência das bandeiras de luta, a militância político-partidária, a questão de gênero, a pouca presença da juventude nas CEBs”, disse o assessor.

Fonte: Boletim Diário da CNBB, 31 de janeiro de 2011

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Delirios

O que me falta?

Não são riquezas

Nem palácios

Não são os palcos

Nem aplausos.

O que me falta

Será as coisas simples da vida?

A risada bem dada

O pássaro na sua assoviada

A brisa que sopra

O sol que aquece

A criança que brinca

O abraço amigo

O aconchego do colo

Vivendo as coisas boas da vida!