domingo, 14 de agosto de 2011

EVANGELHO DO DO DOMINGO

& REFLEXÃO


Leituras Relacionadas ao dia 14/08/2011 - CNBB
Verde. 20º DOMINGO Tempo Comum

1ª Letura - Is 56,1.6-71
Isto diz o Senhor:
"Cumpri o dever e praticai a justiça,
minha salvação está prestes a chegar
e minha justiça não tardará a manifestar-se".
6Aos estrangeiros que aderem ao Senhor,
prestando-lhe culto,
honrando o nome do Senhor,
servindo-o como servos seus,
a todos os que observam o sábado
e não o profanam,
e aos que mantêm aliança comigo,
7- a esses conduzirei ao meu santo monte
e os alegrarei em minha casa de oração;
aceitarei com agrado em meu altar
seus holocaustos e vítimas,
pois minha casa será chamada
casa de oração para todos os povos".
Palavra do Senhor.

Salmo - Sl 66, 2-3.5.6.8 (R. 4)
R. Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,
que todas as nações vos glorifiquem!

2Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, *
e sua face resplandeça sobre nós!
3Que na terra se conheça o seu caminho *
e a sua salvação por entre os povos.R.

5Exulte de alegria a terra inteira,*
pois julgais o universo com justiça;
os povos governais com retidão, *
e guiais, em toda a terra, as nações.R.

6Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, *
que todas as nações vos glorifiquem!
8Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, *
e o respeitem os confins de toda a terra!R.

2ª Leitura - Rm 11,13-15.29-32
Irmãos:
13A vós, cristãos vindos do paganismo, eu digo:
enquanto eu for apóstolo dos pagãos,
honrarei o meu ministério,
14na esperança de despertar ciúme nos da minha raça
e, assim, salvar alguns deles.
15Se a rejeição deles foi reconciliação para o mundo,
o que não será a admissão deles!
Será como passagem da morte para a vida!
29Pois os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.
30Outrora, vós fostes desobedientes a Deus,
mas agora alcançastes misericórdia,
em conseqüência da desobediência deles.
31Assim são eles agora os desobedientes,
para que, em conseqüência da misericórdia usada
convosco, alcancem finalmente misericórdia.
32Com efeito,
Deus encerrou todos os homens na desobediência,
a fim de exercer misericórdia para com todos.
Palavra do Senhor.

Evangelho - Mt 15,21-28
Naquele tempo:
21Jesus foi para a região de Tiro e Sidônia.
22Eis que uma mulher cananéia, vindo daquela região,
pôs-se a gritar:
"Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim:
minha filha está cruelmente atormentada por um
demônio!"
23Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma.
Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram:
"Manda embora essa mulher,
pois ela vem gritando atrás de nós."
24Jesus respondeu: "Eu fui enviado somente
às ovelhas perdidas da casa de Israel."
25Mas, a mulher, aproximando-se,
prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar:
"Senhor, socorre-me!"
26Jesus lhe disse: "Não fica bem tirar o pão dos filhos
para jogá-lo aos cachorrinhos."
27A mulher insistiu: "É verdade, Senhor;
mas os cachorrinhos também comem
as migalhas que caem da mesa de seus donos!"
28Diante disso, Jesus lhe disse:
"Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!"
E desde aquele momento sua filha ficou curada.
Palavra da Salvação.

REFLEXÃO:

Alguém do meio do povo exclama em alta voz: Senhor, filho de Davi, tem de piedade de mim. É a vós de uma mulher Cananéia, estrangeira, povo não eleito. Não vale a pena ouvir a sua voz, tão menos atender o seu pedido, o seu clamor, ir ao seu encontro.

Mas Jesus atende, com desdenho, com o pensamento judaico, excludente, preconceituoso: "Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel". Deixando do lado de fora da salvação os outros povos. E dizendo ainda mais: "Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos." Mas a mulher não se cala: "É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!"

Jesus ouvido tamanha fé dessa mulher, ouvi e atende o seu clamor. Com isso nos mostra que Ele não veio só para um povo escolhido, mas para todos os povos e nações, nos entregando a missão de levar o Evangelho através da palavra e do testemunho de vida a todos os lugares do mundo, os confins do universo.

Com isso, devemos hoje professar, a exemplo desta mulher, a nossa fé diante de todas as exclusões que existe no mundo e que passa tanta gente. Não temer de dizer sou de Cristo, sou Cristão, sou Católico, vivo a minha fé.


sábado, 13 de agosto de 2011

O encontro de Jesus com a mulher siro-fenícia

Naquela época, os estrangeiros significavam algo detestável no pensamento dominante em Israel. Apesar de as tradições ancestrais mostrarem a necessidade de oferecer proteção aos estrangeiros, o judaísmo hegemônico no pós-exílio os considerava impuros, bem como uma ameaça por serem desconhecedores da lei e perturbadores da tranquilidade de Israel. Reprovava seus costumes, suas tradições e seus ritos. Em Mt 15,21-28, Jesus rompe fronteiras e se aproxima do território de Tiro. A situação era muito tensa, pois Jesus se encontra junto a terras estranhas e, ali, o seu primeiro encontro é com uma cananéia, considerada duplamente impura por ser mulher e por ser estrangeira.

O texto põe em evidência duas posições discordantes nas comunidades cristãs daqueles anos. Uma delas provém do mundo judeu e olha para as mulheres e os estrangeiros com atitude suspeita. A outra conduta é de quem procedia do mundo greco-romano e que tem uma visão mais aberta, com influência de mulheres e de estrangeiros, sendo-lhes mais favorável.

É interessante que, na narrativa, Jesus aparece como homem judeu, representante do discurso e da mentalidade dominante de seu povo, dirigindo-se à terra da mulher siro-fenícia, terra de impuros para o pensamento preponderante no judaísmo. Segundo Mc 7,24, Jesus quer ocultar-se, manter-se fora do alcance das pessoas daquele lugar, talvez para manter sua pureza ritual. Mas, ele não consegue permanecer oculto, pois logo vem ao seu encontro uma mulher estrangeira, duplamente condenada pela mentalidade que ele representa.

A primeira atitude de Jesus é a conduta e a mentalidade excludente de judeus que não atendem e não se sensibilizam diante da necessidade de uma mãe com sua filha doente. O interesse de manter a pureza ritual impedia que ele se sensibilizasse e se solidarizasse com a mulher cananéia. Jesus silencia, não diz uma palavra sequer à mulher, apesar dos seus gritos de aflição. Diante de seu silêncio, os discípulos propõem uma saída ainda mais drástica, sugerindo a expulsão dela. Por fim, as palavras de Jesus representam o mesmo discurso que seguramente brotava da boca do setor judeu daquela comunidade: “Não fui enviado a não ser para as ovelhas perdidas de Israel. Não é conveniente tirar o pão dos filhos e atirá-lo aos cachorros.” (vv. 24.26). Para muitos judeus, estrangeiros/as não eram outra coisa que “cães” ou “porcos” (cf. Mt 7,6), provocadores de grandes calamidades para os filhos de Israel.

Chama a atenção a resposta da mulher siro-fenícia. Ela podia responder com diversas argumentações ou ficar simplesmente calada como sinal de reprovação diante da discriminação que sofre. Contudo, ela utiliza os mesmos termos de Jesus para fazê-lo repensar sua posição discriminatória: “É verdade, Senhor, mas também os cachorros comem das migalhas que caem da mesa de seus donos!” (v. 27). Pela boca da siro-fenícia falam as mulheres e os representantes gentios marginalizados naquelas comunidades cristãs. A ação da mulher é um símbolo do esforço dos cristãos de origem gentílica para expulsar o “demônio da exclusão” ainda reinante naquela ocasião. Através do personagem da mulher estrangeira, os gentios reclamam aceitação na nova comunidade de fé.

E a mudança de Jesus, ao passar a escutar os gritos de aflição da mulher estrangeira, tal como o Deus do êxodo (Ex 3,7-8), representa a nova atitude que as comunidades são chamadas a assumir. Quando Jesus se deixa interpelar pela excluída siro-fenícia e se abre para o diálogo com ela, sensibiliza-se com sua realidade e reconhece que o “pão” é direito de todos os filhos e filhas para além de Israel. Paradoxalmente, a enfermidade da filha da mulher estrangeira, considerada um mal e uma impureza na mentalidade predominante do judaísmo, torna-se um fator que humaniza e rompe com os opostos. Torna-se um símbolo de recuperação e de cura comunitária.

Esse relato do Evangelho representava um convite à comunidade cristã para assumir uma atitude nova de reciprocidade e receptividade para além do povo judeu. A luta por uma experiência social e religiosa de integração e respeito parece ser um dos objetivos desse texto. Da mesma forma, o Evangelho nos convida hoje a uma atitude nova de diálogo, de abertura e de fraternidade humana.

Odja Barros é pastora batista em Maceió/AL. É presidenta da Aliança Batista Brasileira e membro do Conselho Nacional do CEBI.

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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Como se tornar um doador de órgãos e tecidos

A Lei N.º 10.211 no seu Art. 4º estabelece:

"Art. 4º A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou outra finalidade terapêutica, dependerá da autorização do cônjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta ou colateral, até o segundo grau inclusive, firmado em documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte." (NR)

Portanto é muito importante que você diga para a sua família que você é um doador de órgãos. Eles que vão autorizar a retirada dos órgãos de acordo com sua vontade expressa em vida. Fale para todo mundo que você é um doador de órgãos.


• O que é preciso saber sobre doação de órgãos
• Doação de Medula Óssea
• Estatísticas dos transplantes no Brasil

FONTE: http://www.atxbahia.com.br/index.html