sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal do Senhor

Meu irmão(a), brilhou no céu uma grande luz, nasceu para nós o Salvador, Jesus Cristo, Deus forte, o Príncipe da Paz. É noite de festa, é noite de Natal, onde vem para nós uma grande mensagem de paz que mundo ouve e acolhe com simpatia, com amor, com alegria celebrando a grande festa do Deus Menino.

Depois do anúncio do anjo do nascimento do Salvador aos pastores, se juntaram uma legião de outros anjos do céu e entoaram, nesta noite, um hino de louvor: “glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”. Nesta noite, também nós somos motivados pela espiritualidade vinda do presépio de Belém, a cantar também nossos louvores a Deus.

Natal é encontro com Deus, encontro na simplicidade, no desapego e no aconchego da ternura do beijo e abraço de Deus, que vem através do Deus Menino, recém-nascido. Vem através da simplicidade, da pobreza e da ternura para nós salvar, trazendo para nós e para o mundo novas formas de relacionamentos humanos. Indica para todos, um relacionamento de pai para filho, de amigo para amigo, de irmão para irmão. Pois, Jesus é o Salvador menino, recém-nascido, aquele que traz para nós a mão, os olhos e o coração de Deus.

Feliz Natal!!!

Pe. Uidelfonso Machado, C P
http://uidelfonsocp.blogspot.com

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Vale a pena ler



"A humildade não está na pobreza,
não está na indigência,
na penúria, na necessidade,
na nudez e nem na fome".

Na semana passada, o vice-presidente da República, José Alencar, de 77 anos deu início a mais uma batalha contra o câncer.
É o 11º tratamento ao qual se submete.

*Desde quando o senhor sabe que, do ponto de vista médico, sua doença é incurável?
JA - Os médicos chegaram a essa conclusão há uns dois anos e logo me contaram.
E não poderia ser diferente, pois sempre pedi para estar plenamente informado.
A informação me tranquiliza.
Ela me dá armas para lutar.
Sinto a obrigação de ser absolutamente transparente quando me refiro à doença em público.
Ninguém tem nada a ver com o câncer do José Alencar, mas com o câncer do vice-presidente, sim.
Um homem público com cargo eletivo não se pertence.

*O senhor costuma usar o futebol como metáfora para explicar a sua luta contra a doença.
Certa vez, disse que estava ganhando de 1 a 0.
De outra, que estava empatado.
E, agora, qual é o placar?
JA - Olha, depois de todas as cirurgias pelas quais passei nos últimos anos, agora me sinto debilitado para viver o momento mais prazeroso de uma partida: vibrar quando faço um gol.
Não tenho mais forças para subir no alambrado e festejar.

*Como a doença alterou a sua rotina?
JA - Mineiro costuma avaliar uma determinada situação dizendo que "o trem está bom ou ruim".
O trem está ficando feio para o meu lado.
Minha vida começou a mudar nos últimos meses.
Ando cansado.
O tratamento que eu fiz nos Estados Unidos me deu essa canseira.
Ando um pouco e já me canso.
Outro fato que mudou drasticamente minha rotina foi a colostomia (desvio do intestino para uma saída aberta na lateral da barriga, onde são colocadas bolsas plásticas), herança da última cirurgia, em julho.
Faço o máximo de esforço para trabalhar normalmente.
O trabalho me dá a sensação de cumprir com meu dever.
Mas, às vezes, preciso de ajuda.
Tenho a minha mulher, Mariza e a Jaciara (enfermeira da Presidência da República) para me auxiliarem com a colostomia.
Quando, por algum motivo, elas não podem me acompanhar, recorro a outros dois enfermeiros, o Márcio e o Dirceu.
Sou atendido por eles no próprio gabinete.
Se estou em uma reunião, por exemplo, digo que vou ao banheiro, chamo um deles e o que tem de ser feito é feito e pronto.
Sem drama nenhum.

*O senhor não passa por momentos de angústia?
JA - Você deveria me perguntar se eu sei o que é angústia.
Eu lhe responderia o seguinte: desconheço esse sentimento.
Nunca tive isso.
Desde pequeno sou assim, e não é a doença que vai mudar isso.

*O agravamento da doença lhe trouxe algum tipo de reflexão?
JA - A doença me ensinou a ser mais humilde.
Especialmente, depois da colostomia.
A todo momento, peço a Deus para me conceder a graça da humildade.
E Ele tem sido generoso comigo.
Eu precisava disso em minha vida.
Sempre fui um atrevido.
Se não o fosse, não teria construído o que construí e não teria entrado na política.

*É penoso para o senhor praticar a humildade?
JA - Não, porque a humildade se desenvolve naturalmente no sofrimento.
Sou obrigado a me adaptar a uma realidade em que dependo de outras pessoas para executar tarefas básicas.
Pouco adianta eu ficar nervoso com determinadas limitações.
Uma das lições da humildade foi perceber que existem pessoas muito mais elevadas do que eu, como os profissionais de saúde que cuidam de mim.
Isso vale tanto para os médicos Paulo Hoff, Roberto Kalil, Raul Cutait e Miguel Srougi
quanto para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem anônimos que me assistem.
Cheguei à conclusão de que o que eu faço profissionalmente tem menos importância do que o que eles fazem.
Isso porque meu trabalho quase não tem efeito direto sobre o próximo.
Pensando bem, o sofrimento é enriquecedor.

*Essa sua consideração não seria uma forma de se preparar para a morte?
JA - Provavelmente, sim.
Quando eu era menino, tinha uma professora que repetia a seguinte oração:
"Livrai-nos da morte repentina".
O que significa isso?
Significa que a morte consciente é melhor do que a repentina.
Ela nos dá a oportunidade de refletir.

*O senhor tem medo da morte?
JA- Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos.
A morte para mim hoje seria um prêmio.
Tornei-me uma pessoa muito melhor.
Isso não significa que tenha desistido de lutar pela vida.
A luta é um princípio cristão, inclusive.
Vivo dia após dia de forma plena.
Até porque nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu paciente.
Isso cabe a Deus, exclusivamente.

*Se recebesse a notícia de que foi curado, o que faria primeiro?
JA - Abraçaria minha esposa, Mariza e diria: "Muito obrigado por ter cuidado tão bem de mim".
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Natal 2010 - Dom Pedro Casaldáliga

Segunda-feira, 13 de dezembro de 2010 - 13h12min

por Dom Pedro Casaldáliga


É difícil detectar O Anúncio
em meio a tantos anúncios que nos invadem.

Ainda existe Natal?
Natal é a Boa Nova?
Natal é também Páscoa?

Sabemos que «não há lugar para eles».
Sabemos que há lugar para todos,
até para Deus...

O boi e a mula,
fugindo do latifúndio,
se refugiaram nos olhos desta Criança.

A fome não é só um problema social,
é um crime mundial.

Contra o Agro-Negócio capitalista,
a Agro-Vida, o Bem Viver.

Tudo pode ser mentira,
menos a verdade de que Deus é Amor
e de que toda a Humanidade
é uma só família.

Deus continua entrando por debaixo,
pequeno, pobre, impotente,
mas trazendo-nos a sua Paz.

A dona Maria e o seu José
continuam na comunidade.
A Veva continua sendo tapirapé.
O sangue dos mártires
continua fecundando a primavera alternativa.
Os cajados dos pastores
(e do Parkinson também),
as bandeiras militantes,
as mãos solidárias
e os cantos da juventude
continuam alentando a Caminhada.

As estrelas só se enxergam de noite.
E de noite surge o Ressuscitado.

«Não tenhais medo».

Em coerência, com teimosia e na Esperança,
sejamos cada dia Natal,
cada dia sejamos Páscoa.

Amém, Axé, Awire, Aleluia.

Pedro Casaldáliga,

Natal 2010, ano novo 2011

Fonte: http://www.cebi.org.br/noticia.php?secaoId=7&noticiaId=1652

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Natal do Senhor

Natal do Senhor

Meu querido irmão(ã), filho(a) de Deus Pai, esta chegando a Grande Festa para todos nós Cristãos, o Natal do Senhor, o nascimento do Menino Deus, do Emanuel – Deus conosco. Momento especial, de estarmos em família nesta grande noite de alegria.

Mas é preciso percorrer um caminho de espera, alegria e de conversão, rezar com a Igreja, em Comunidade o Tempo do Advento, onde somos convidados a fazer experiência de Deus na nossa vida, abrindo nosso coração ao amor de Deus. Meditar as leituras que a liturgia nos oferece neste dias que nos preparamos para o Natal. Prepara a nossa “gruta de Belém”, nossa casa e a nossa “manjedoura”, o nosso coração, para o nascimento do Menino Jesus, convertendo-nos ao Senhor e ao seu Reino de Justiça e Amor.

Assim, na noite de Natal celebraremos a “Grande Festa” com alegria, receberemos verdadeiramente Jesus Menino na nossa vida, na nossa casa, na nossa família. A Gruta de Belém será o nosso lar, a Manjedoura o nosso coração e osPastores a nossa família que entoará com os Anjos do Céu o hino de louvor pela chega do Menino Deus.

Celebre o Natal com amor no coração aberto para ao irmão, recebendo Jesus Menino no seu coração!

Feliz Natal

Bento XVI cria nova diocese na Bahia e transfere dois bispos auxiliares de Salvador

O papa Bento XVI anunciou, na manhã de hoje, 15, a criação da diocese de Camaçari, no estado da Bahia, e nomeou dom João Carlos Petrini, seu primeiro bispo, transferindo-o da arquidiocese de Salvador (BA), onde era auxiliar. Com a nova diocese, que foi desmembrada da arquidiocese de Salvador, sobe para 274 o número das circunscrições eclesiásticas no Brasil (41 arquidioceses; 213 dioceses; 3 eparquias; 13 prelazias; 1 exarcado; 1 ordinariado para fieis de Rito Oriental; 1 ordinariado militar e 1 administração apostólica pessoal)

A diocese de Camaçari, que fica na região metropolitana de Salvador, terá uma população de 708 mil habitantes, sendo 481 mil católicos, em uma área de 2.382 km2. São nove municípios com 18 paróquias, 20 padres, 15 seminaristas, 47 irmãs e 8 congregações religiosas.

Segundo a assessoria de comunicação da arquidiocese de Salvador, a cerimônia de instalação da nova diocese e posse de seu primeiro bispo acontece no dia 19 de fevereiro e contará com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri.

Além da transferência de dom Petrini para a recém-criada diocese, o papa anunciou a nomeação de dom Josafá Menezes da Silva, 51, também bispo auxiliar em Salavador, para a diocese de Barreira (BA). Ele sucederá a dom Ricardo Josef Weberberger, 71, que morreu em agosto desse ano, vítima de um câncer no cérebro.

Dom João Carlos Petrini

Dom João Carlos Petrini nasceu em novembro de 1945, em Fermo (Itália). De 1965 a 1970, cursou pós-graduação de ciência política na Universidade de Perugia (ITA). Como um membro do Movimento de Comunhão e Libertação foi enviado como missionário leigo para a arquidiocese de São Paulo.

No Brasil, cursou Teologia na Faculdade Nossa Senhora da Assunção. Após sua ordenação, ele se formou em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Ele foi ordenado sacerdote em 28 de junho de 1975 e designado "fidei donum" da arquidiocese de São Paulo e, desde 1988. Em 2005 foi nomeado bispo auxiliar de Sã Salvador da Bahia, recebendo a ordenação episcopal em março do mesmo ano.

É atualmente membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB.

Dom Josafá Menezes da Silva

Dom Josafá Menezes da Silva nasceu em de janeiro de 1959, na cidade de Salinas de Margarida (BA). Após os estudos primários e secundários na sua cidade natal, como um estudante no Seminário da Bahia, obteve seu bacharelado em filosofia pela Universidade Católica de Salvador, em 1983 e Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em 1987. É doutor em Antropologia Teológica pela Pontifícia Universidade Lateranense.

Ele foi ordenado sacerdote 14 de maio de 1989, juntando-se ao clero da arquidiocese de São Salvador da Bahia. Foi coordenador da Comissão Teológica da Arquidiocese de Salvador e professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Salvador. Em janeiro de 2005 foi nomeado bispo auxiliar de São Salvador da Bahia, e recebeu a ordenação episcopal em 10 de março.

Fonte: CNBB

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Reflexão

REFLEXÃO

QUARTA-FEIRA - Lc 1, 26 - 38

Jesus se insere na história da humanidade e, ao fazê-lo, também passa a ter uma história. Ele é verdadeiramente homem e assume em tudo a condição humana, menos o pecado Ao comemorarmos a Imaculada Conceição da Virgem Maria, estamos comemorando um fato da história do próprio Cristo, pois a Imaculada Conceição de Maria está condicionada ao nascimento de Cristo, uma vez que Deus estava preparando o ventre digno de receber seu próprio Filho. Com isso, podemos perceber a ação do Deus que é Senhor da história e que, agindo na própria história da humanidade, conta com a colaboração de todos para a realização do seu plano.

Fonte: CNBB

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Reflexão

REFLEXÃO

QUARTA-FEIRA - Mt 15, 29-37

"Todas as promessas que foram feitas no Antigo Testamento a respeito de Jesus começam a ser realizadas. Jesus cura todas as deficiências, de modo que as pessoas, além de não serem mais escravas do mal que possuíam, também podem ser novamente inseridas na vida social, deixando de ser excluídas e dependentes do auxílio dos demais. Jesus também multiplica os pães mostrando que Deus quer a saciedade de todos e que não quer entre os homens a fome e a miséria, pois o Reino de Deus é o reino da abundância de bens e de dons'" CNBB.